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A alta no preço do querosene de aviação, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio, provocou uma redução significativa na malha aérea brasileira. Segundo levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o setor cancelou mais de 6,2 mil voos em maio deste ano.
De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o estudo comparou a programação atual das companhias aéreas com a existente no fim de fevereiro, antes da escalada internacional dos preços do petróleo.
Somente em maio, foram retirados da malha aérea nacional 3.596 voos. Para junho, estão previstos outros 2.675 cancelamentos. Ao todo, são pelo menos 6.271 voos a menos em operação no país.
Na Bahia, a retração foi de 10,1% em maio, com o corte de 362 voos programados para o período.
O aumento do custo do querosene de aviação tem impacto direto sobre a oferta de voos porque o combustível representa uma das maiores despesas das companhias aéreas, chegando a responder por até 45% dos custos operacionais do setor.
Quando há uma elevação rápida nos preços, as empresas nem sempre conseguem repassar integralmente o aumento aos passageiros por meio das tarifas, o que leva à redução de frequências e ao enxugamento das rotas para equilibrar as contas.
Os dados da Anac apontam que a diminuição da malha aérea atingiu praticamente todas as regiões do país, refletindo os efeitos da instabilidade no mercado internacional de petróleo sobre a aviação brasileira..
Por Bahia Notícias
